Mayra Andrade – Navega

Mayra Andrade – Navega

O comparsa Val Borges me indicou esse lindo disco da caboverdiana Mayra Andrade e ouvir essa guria, para nós, brasileiros, tem um gostinho ainda melhor,
porque entendemos algumas palavras soltas do que ela diz, e acabamos
“inventando” a letra das músicas. Além disso, o crioulo soa lindo.

As músicas têm claramente influências do Brasil, e
lembram um samba ou um chorinho (há inclusive um cavaquinho), mas com um ritmo
bem africano. Já cantou inclusive com brasileiros conhecidos como Chico Buarque
e Lenine, e esteve em São Paulo no final de 2007, onde se apresentou 3
vezes.

Mayra Andrade nasceu em Cuba, em 1985. Filha de pais cabo-verdianos, cresceu em
Cabo Verde, mas morou em Senegal, Angola, Alemanha e França. Com dezesseis anos
se apresentou e foi premiada em um concurso de Francofonia no Canadá. Passou por
vários festivais em todo o mundo e em 2006 regressou para gravar seu primeiro
disco, Navega.

Pra baixar só clicar AQUI

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A Banda mais bonita da cidade

Gostei desse video que tá rolando e fazendo sucesso na net da bandamaisbonitadacidade.

Vejam o video, e se gostarem da musica, só clicar no link abaixo pra baixar.

Oração

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Poesia

 Sem Samba no
Morro

No morro sem samba

de outrora

cabrochas

o morro de bambas

agora

desgraças

momento sem fim

O morro de outrora

Noel e
Cartola,

De agora

ninguém

O morro de vícios

Sem samba

Sem nada

Não tem batucada

nem tem botequim

O morro vadio

malandro e maneiro

é morro sem vida

é bala perdida

e samba sem fim

(Edson Moura)

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Marina de La Riva

Marina de La Riva – ao Vivo (2010) 

A banda tem japonês, cubano, pernambucano, baiano
e paulista. O repertório mescla canções cubanas e brasileiras, com direito a
habanera, bolero, marchinha, danzón, baião, canción de cuna, samba e rumba. O
clima do acompanhamento é jazzy. Entre as participações especiais, a guitarra de
Andreas Kisser e a bateria de maracatu de Pupillo.

Sou fã dessa guria, canta muito !

Pra baixar só clicar AQUI

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Ana Moura

Ana Moura – Para Além Saudade

Para além da Saudade é o título do terceiro álbum de Ana Moura que tornou-se conhecida do grande público por ser dotada de uma voz grave, absolutamente inconfundível; um contralto pleno e profundo que tem aberto portas em todos os cantos do mundo pela sua interpretação simples mas genuína deste genero musical.

Esse disco, apresentado pelo comparsa @ValterleiBorges é coisa fina, linda, simples de se ouvir…..Não para de tocar aqui na vitrola de casa…Na verdade, nesse momento que o escuto, uma hora da madruga, aqui estou, com uma dose de uisque, lembrando coisas boas, escrevendo e deixando o link logo abaixo pra todos baixarem.

ANAMOURA

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Revista Gambiarra

Seguinte, recado do comparsa Val Borges

4a. EDIÇÃO DA REVISTA ELETRONICA GAMBIARRA

CHAMADA PARA INSCRIÇÕES DE 22 DE ABRIL a 22 DE MAIO, 2011

TEMÁTICA: ARTE E TECNOLOGIA – A SUPERPOSIÇÃO DAS ARTES E DAS TÉCNICAS NA CONTEMPORANEIDADE

A Revista Eletrônica GAMBIARRA, projeto dos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Arte (PPGCA), da Universidade Federal Fluminense (UFF), é um espaço aberto para a interlocução do conhecimento, com enfoque nas pesquisas e experimentações que atravessam o campo artístico em suas múltiplas linguagens.

FUNDAMENTOS TEMÁTICOS:

Nesta quarta edição, receberemos trabalhos que apontem para reflexões sobre arte e tecnologia, sendo possível apresentar as contribuições no formato de artigos, traduções, entrevistas, resenhas, documentos ou ensaio textual, fotográfico, sonoro e/ou fílmico. Ao levantar esse tema, a Gambiarra oferece a oportunidade de se pensar a atual superposição entre produção artística/cultural e tecnologia.

ATENÇÃO: AS INSCRIÇÕES SOMENTE SERÃO ACEITAS ONLINE, ATRAVÉS DO PREENCHIMENTO DE FORMULÁRIO PRÓPRIO. PARA LER A ÍNTEGRA DOS CRITÉRIOS NECESSÁRIOS PARA A SUBMISSÃO DE TRABALHOS E ENTRAR NA PÁGINA DE INSCRIÇÃO, VISITE:

http://www.uff.br/gambiarra/contato/criterios.php

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O Código da Vida

Código da Vida – Saulo Ramos

Comprei esse livro assim que saiu do forno, e quando comecei a ler gostei de cara, Saulo Ramos com o pretexto de contar, com todos os detalhes, um caso curiosíssimo que  viveu como advogado, entermeia essa história de suspense, que diz ser absolutamente verídica  com sua história de vida  .

Desobedecendo todas as obviedades da estrutura tradicional das biografias, Saulo Ramos constrói uma obra de qualidade espantosa, seja pela riqueza vocabular de sua linguagem, seja pela maestria com que utiliza os recursos literários de uma narrativa. Mas, como se isso não bastasse, a vida de Saulo Ramos tem ingredientes dignos das mais importantes biografias já publicadas no Brasil.

O ponto negativo do livro é que tem muito melzinho com açucar, o cara, como muitos dizem, tem um “q” de pinóquio, mas, mesmo assim recomendo essa história, lendo-a com um olhar suspeito, e imparcial, acho que dá pra se saber onde o autor dá uma aumentada.

Ele conta diversas passagens da sua vida, do seu trabalho e da história
recente do Brasil e dos bastidores do poder, na verdade, tudo se mistura. Em uma dessas histórias ele diz que advogou para o ex presidente Jânio Quadros, no episódio em que ele ficou ofendido com a edição de um livro publicado por Adelaide Carraro (Bruna Surfistinha da época).

O capítulo referente a Jânio descrevia situações comprometedoras, atos libidinosos misturados com paixões e romances.
Jânio gritava furioso: “Nem conheço essa mulher.” O livro, em outros capítulos,
envolvia vários políticos de fama no cenário nacional. Adelaide tinha sido
segundo ela, amante de todos.

Jãnio exigiu processá-la, o que foi feito. Os autos foram distribuídos ao magistrado Admond Acar, que costumava  dizer alguns palavrões nas audiências, tanto para as partes, como para os advogados e para o promotor.

Veio o dia da audiência, todos
chegaram reverentes e se sentaram. Então o juiz se virou para Adelaide e
gritou:

– “Você fique de pé. Na minha
vara, puta não senta!”.

O advogado de Adelaide
protestou, exigindo respeito para com sua cliente.

– “Estou tratando sua cliente da
mesma forma como ela tratou as pessoas que incluiu nesse livro infamante. E se
o senhor quiser, pode ditar seu protesto diretamente ao escrevente”, respondeu
o magistrado.

O advogado de Adelaide ficou em
silêncio e se iniciou o interrogatório com as perguntas formuladas pelo juiz.

– Quem escreveu esse livro para
você?

– Eu mesma, respondeu ela com
convicção.

– Muito bem! disse o juiz – pode
sentar-se.

E mandou entregar à ré um papel em branco e uma caneta. Pegou o livro, abriu-o numa página qualquer, deu-o à interrogada e mandou que ela lesse as dez primeiras linhas da página aberta. Em seguida, recolheu o livro e ordenou.

– Agora, escreva neste papel o que você acabou de ler. Não é preciso escrever exatamente, mas escreva o que lhe vier na memória.

Adelaide olhava o papel, com a caneta na mão e nada. Passaram-se minutos tensos e a mão de Adelaide nem se mexia.

Subitamente, o juiz deu um estrondoso tapa na mesa e perguntou aos berros:

– Quem escreveu esse livro para você?

– Acindino Campos, um jornalista – respondeu a ré, já apavorada.

O juiz, com ares de vitorioso, olhou para os presentes e disse: Estão vendo? A polícia bate,
tortura pessoas para obter confissões. Aqui o réu confessa apenas sob um tratamento psicológico adequado…

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